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Janelas d'alma

Janelas d'alma

 

 
              Em pedra confidente
Com os pés descalços e o coração frio
Falo, me calo e esvazio a mente
Deixo o meu corpo cansado, à margem do rio
 
Meus olhos caminham pela encosta, à frente...
 
Montanha abraçada e sufocada pela solidão
Abandonada, em meio a tanto silêncio...lassidão
 
No alto, os teus olhos recebem os meus com alegria
Eles se agarram e não mais se separam, como mãe à cria
 
Imensas janelas são abertas, além desse horizonte
Descortinando no infinito, a água cristalina
Na beleza dessa fonte,
Que repousa em tua essência, que me alucina
 
Crianças brincando em tardes de sol; lembrança distante
Campos soprados por brisa em noites de luar; quanto amor
Chuva fina beijando teu corpo, doce sabor
Flores acariciadas pelo tempo, eterno amante
 
 
Em pedra confidente,
Abraçado às tuas lembranças
Adormeci, sonhando...

Juarez Florintino Dias Filho
08/03/2008

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