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Cria do meu parto

Eu crio enigmas

 
E me descrio

 
Sou cria do meu parto

 
Meu parto se cria

 
No meu ato de criar

 
Meu fruto é vida em abundância

 
Desprende-se e permanece

 
Meu criar se esbalda

 
No ato de acabar

 
Meu criar morre

 
Sem medo de durar

 
Meu criar se habitua

 
Sem medo de se desacostumar

 
É uma dança pulsante

 
Entre o brotar, rebentar

 
E o desabrochar, germinar...

 

 

Caroline Guimarães Gil
09/03/2009

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