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Desfolhei...

 
Mau-me-quer... Bem-me-quer...!
 
Quando desvendas por juras teu olhar.
E, eu descomedido, brincando de “meu bem querer”.

Margaridas meus amores, nelas fico a ti procurar!
 
Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Pacientemente pelas pétalas, no desfolhar,
Conquanto na volúpia, amam pra valer...
Mesmo sabendo que flores são insígnias
Não passam de breves afetos!


Mau-me-quer... Bem-me-quer...!


Suaves em cores, faceiras e lindas.
Que se desenvolvem em botão... Margaridas,

Que possuem seus perfumes peculiares.
Flores lindas, senhoras singulares e levantes.

 
Mau-me-quer... Bem-me-quer...!


Margaridas... Flores, que não sabem amar!
Mas para isso, só lhes faltam corações.
Na hora do bem fazer, não há porque negar
Assim são afetuosas, como minha amada!

 
Mau-me-quer... Bem-me-quer...

...Do meu bem querer!

WOLNEY TAVARES
15/06/2009

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