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Janelas pra vida

 
 
As casas,
Abrem os olhares
Das suas vidraças...
Que terminam de acordar.
 
Os tolos zunzunzuns,

São postos em desalento.
Todas as luzes se clareiam,
Transformando em dia, as trevas,
De um novo amanhecer!

No espetáculo do mundo,
Vê-se um grande esplendor
Uma nova vida... que veio acontecer.

As mulheres ficam graciosas a festejar,
Tomam a posição de parideiras fecundas
E ensaiam sua própria concepção.

Cada leito posto para o repouso
É uma maquete do nosso acontecer.
Cada acordar é um frenético bailado.

No úbere das consortes
Tudo nasce e perece num instante...

Ser tão provisoriamente passageiro.
 
Então... (somos esses indivíduos)
Dançamos e bailamos...
Antes que a vida possa em breve terminar
 
Das vidraças que acordam
As casas entreabrem-se... As pálpebras
Pra nos olhar!
 
Somos provisoriamente,
Efêmeros, passageiros!

WOLNEY TAVARES
23/06/2009

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