Saudades
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Ah! De ti quantas saudades
Se por tempos nem te vejo,
De mim... Tanta dor sinto agora!
Na minha inquietude, nesse ensejo!
Saudade tola, que não vai embora.
Nem te trás pra mim, saudades.
E quando mais sinto mais me devora
Emberne que me dói nesse causar!
Do teu olhar docemente...
Suave até, tenho dentro de mim.
Não foi assim que ajustamos nosso viver.
Maldita saudade, tem-me por fim!
Lembranças... Agora!
Devaneios... Sinto ao te procurar
Sempre retomo a mesma alameda
De onde, na minha memória sem fim.
Não passou... Ainda por lá, tu haverás!
Se foi o caprichoso tempo que deu
Faz-me voltar em saudades
Que por sorte tua ou azar todo meu...
Pelo tempo esvaecido... Desfeito,
Que ainda mora dentro de mim!
Teu gestuoso encanto de amar...
Esta saudade... Tola que me devora,
Que tenho vontade também, de ir embora.
Livrar-me-ei dela... E por uns tempos,
Ser dono de mim...
Saudades... Agora!
Dentro e por fora... Que me invade,
Fazendo-me como parvo, assim.
Derrogando-me em arroubos teus.
Lembranças de ti... Dentro de mim!
31/07/2009
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