Em tempo
"Em Tempo"
(Célia de Lima)
Não me perco
à voz do que se planta
ou se corta.
Acolho a verdade do gesto
e o grito
do sentido, em mim.
E é todo, à minha pele.
Luz de arrepio em meu sangue.
Borboleta azul nos meus olhos
e nos meus campos,
onde o tempo
é o desse sol de dentro
que as minhas aves ouvem,
o meu voo lê,
e o meu canto
vessa,
a me florescer.
Desejo para você um Natal de todos os renascimentos.
(Reinaugurando-nos, sempre sempre, sempre nessa Criança de amor
que um dia veio nos ensinar o que precisamos... e jamais aprenderemos sozinhos ;))
foto: motivo - céu de Campinas
24/12/2009
- 3 comentários
- 259 visualizações neste mês
-
- sob licença creative commons
-
Você pode distribuir este poema, desde que:
- Atribua créditos ao seu autor
- Não crie obras derivadas dele