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Ocaso

O Sol que se despeja no horizonte
Vai contando de um amor incontável:
Quer deslize por detrás dalgum monte,
Ou apenas se furte ao observável,
Quer de nuvens ornado em elegância,
Ou aterrisse em vôo solo, imponente,
É o arauto do amor que não se cansa,
Que se doa do nascente ao poente,
Que se esvai até o último lampejo,
Que produz arte mesmo em despedida,
E que se oculta enquanto a sombra cresce...
(Mas não morre só porque não o vejo!
Ele atravessa a escuridão da vida:
Quando a noite passa, ele ainda aquece...)

Ederson Peka
14/12/2007
comentários

Destaques

Canção Noturna

Segunda, 05 de Março de 2007

Ah, passarinho danado, seguiu um caminho que não lhe pertencia, e roubastes o coração de um homem. Trocou sua feliz canção pela tristeza miúda de um coração sem dono, este que cantou a canção diante de seu reflexo no espelho sentindo-se incompleto e já não fazia mais questão de devolver o canto do passarinho que roubou o encanto do ninho, deste coração.

Deste, Engenheiro Italiano.

Deus espalhou um boato que diz que posso de fato ser feliz sem o coração que não me quis; mas desde então tudo o que fiz foi olhar o retrato fixo no espelho do quarto, transluzindo minha cicatriz. Nem de tristeza me mato, pois com que coração ficar triste
Leia "Canção Noturna"
Destacada por Rodrigo Ferreira Magalhães 4 comentários

Reuniversos

Domingo, 12 de Agosto de 2007

Qual destas instâncias, qual destas infinitas poesias, qual das vaidades cabe melhor ao ego dum escritor que põe gotas de tintas misturadas com sentimentos num papel?
Qual dos universos que a física quântica ainda não descobriu, estão entre os seus versos? A qual destas explosões pertence a sua erupção? Quantos destes sentimentos são de seu coração? Qual das verdades é a menos falaciosa, e qual das filosofias é a mais presunçosa?
Há poesias dentro de poesias, assim como há poetas dentro de poetas, colidindo no vácuo do não existir ao substancial conhecido, mas que cria um Big Bang e tua evolução cronológica nos leva para a perfeição da poesia "Reuniversos" do saudoso Engenheiro Italiano.

E se incontáveis poetas de mim se originam a cada instante, suas prováveis instâncias imaginam seus versos mutantes em minhas mentes cada vez mais distantes (de várias distâncias!), embora congruentes. Por aqui afora a rima se multiplica sem fim...
Leia "Reuniversos"
Destacada por Rodrigo Ferreira Magalhães 7 comentários

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